sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

(Vídeo) - A MÚSICA NA IGREJA com Maestro Parcival Módolo


(Vídeo) - A MÚSICA NA IGREJA com Maestro Parcival Módolo
http://musicagospel-brasil.blogspot.com.br/2012/12/video-musica-na-igreja-com-maestro.html

(Vídeo) - Você é favor do GOVERNO PETISTA destinar MILHÕES DE REAIS do dinheiro público para PATROCINAR A VERDADEIRA PRÁTICA das PARADAS GAYS? Você aprende Honestidade? Integridade? Caráter? Família Estruturada? Trabalho? Virtude? Moral? Santidade e Pureza? Amor e Caridade?


(Vídeo) - Você é favor do GOVERNO PETISTA destinar MILHÕES DE REAIS do dinheiro público para PATROCINAR A VERDADEIRA PRÁTICA das PARADAS GAYS? Você aprende Honestidade? Integridade? Caráter? Família Estruturada? Trabalho? Virtude? Moral? Santidade e Pureza? Amor e Caridade?

A mentalidade esquerdista é destruidora de valores morais e virtuosos. Ainda há esperança para a Inglaterra?

A mentalidade esquerdista é destruidora de valores morais e virtuosos. Ainda há esperança para a Inglaterra?
http://mentalidadeesquerdista.blogspot.com.br/2012/12/a-mentalidade-esquerdista-e-destruidora.html  

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Como eu identifico futuros pastores/presbíteros na congregação?


Como eu identifico futuros pastores/presbíteros na congregação?

Como vimos na aula sobre Liderança Bíblica do Gilson Santos, ministrada no Curso Fiel de Liderança, “o conceito neotestamentário de pastor não é o de uma pessoa que conserva a totalidade do ministério nas suas próprias mãos”. Sendo assim, reconhecer novos pastores e anciãos é essencial para o ministério pastoral. O artigo abaixo fornece um parâmetro inicial para a identificação de futuros candidatos.
Por Brian Croft
Eu recebo esta pergunta e outras como ela a todo tempo. Com um movimento para estabelecer uma pluralidade de pastores/presbíteros em ascensão, a resposta para esta pergunta se tornou muito mais importante e relevante. Por terem os pastores de nossa igreja acabado de indicar dois homens a serem considerados para se tornarem pastores, o processo de identificar estes homens está bem fresco na minha mente. Portanto, aqui estão três evidências para buscar quando você esquadrinha os homens de sua congregação e se pergunta quem o Senhor está levantando para servir como pastor ao lado dos outros pastores da igreja:

Encontre homens que funcionam como pastores sem o título ou o reconhecimento

Este é provavelmente o conselho mais útil que eu recebi sobre o assunto. Identificar pastores em seu meio não se trata de encontrar aqueles que pensam que deveriam ser pastores, mas aqueles que simplesmente são pela maneira que eles já cuidam da congregação. Eles pastoreiam as pessoas sem o título. Eles cuidam dos feridos sem se preocupar se seus esforços são notados. Eles disciplinam a outros porque eles almejam ver frutos espirituais em suas vidas. Eles ensinam e pregam a Palavra de Deus com gratidão quando lhes é pedido e nunca exigem tal como se fosse um direito. Principalmente, a congregação olha para eles como para um pastor.

Encontre homens que assumam o jugo pastoral, ainda que ele não lhes tenha sido imposto

Um dos sinais de afirmação para mim com esses dois irmãos que foram indicados recentemente em nossa igreja, foi sua presença e comportamento em uma reunião pastoral recente. Quando as correntes caíram de seus olhos e eles viram as necessidades pessoais da congregação que eram desconhecidas a eles quando as compartilhamos e oramos por elas, eu observei o jugo cair sobre seus corações quando eles consideraram as implicações de “prestar contas das almas”. Eles não foram aceitos pela congregação ainda, mas o jugo crescente deles pelas pessoas estava inegavelmente presente e foi muito encorajador para mim e meus colegas pastores confirmar que eles estavam prontos para a tarefa.

Encontre homens que pastoreiem suas famílias como um pastor deveria pastorear o povo de Deus

Um membro de nossa igreja fez a seguinte profunda observação durante nossa recente discussão pública sobre estes dois potenciais pastores: “Se ele se importa conosco com metade da fidelidade que ele se importa com sua família, nós seremos bem cuidados.” O cuidado de sua família não apenas é uma exigência para servir como pastor/presbítero (1Timóteo 3:4), mas também um útil medidor do tipo de pastor da igreja que ele será.
Independentemente de onde você encontra a si mesmo e sua igreja neste processo, olhe à volta. Quem está ensinando a Palavra de Deus humildemente e fielmente? Quem está discipulando a outros? Quem são os homens ao redor de quem sua igreja gravita para conselho? Quer sua igreja tenha estabelecido uma pluralidade de pastores/presbíteros ou não, procure por estes homens. Eles serão aqueles sobre quem você deve manter os olhos atentos enquanto você ora e busca os futuros pastores de seu povo.
Por Brian Croft. Brian é o pastor presidente da Auburndale Baptist Church, em Louisville, Kentucky. Além de contribuir com o blog 9Marks, Brian também escreve regularmente em seu próprio blog no endereço www.practicalshepherding.com. Brian é casado com Cara, e eles têm quatro filhos.
Extraído do site www.9marks.org. Copyright © 2012 9Marks. Usado com Permissão. Original: Identifying Future Pastors/Elders in the Congregation.
Tradução: Alan Cristie, cedido gentilmente – Editora Fiel © Todos os direitos reservados.


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Oremos e Ajudemos a Igreja Presbiteriana no Japão

Oremos e Ajudemos a Igreja Presbiteriana no Japão

http://igrejapresbiteriananojapao.blogspot.com.br/2012/11/oremos-e-ajudemos-igreja-presbiteriana.html

Um Estudo Bíblico sobre Jesus Cristo para te ajudar a se livrar de Comunidades e Igrejas que pregam o Evangelho Líquido, Relativista, Cinzento e Imoral.

Um Estudo Bíblico sobre Jesus Cristo para te ajudar a se livrar de Comunidades e Igrejas que pregam o Evangelho Líquido, Relativista, Cinzento e Imoral.
http://outroladodacabana.blogspot.com.br/2012/11/um-estudo-biblico-sobre-jesus-cristo.html

Problemas da pregação contemporânea

Problemas da pregação contemporânea

 

Não posso começar esse texto sem antes reconhecer uma coisa: Tenho visto a pregação da Igreja brasileira melhorar. É motivo de alegria perceber e se juntar principalmente a jovens que estão despertando para uma pregação totalmente bíblica e expositiva. Mesmo assim ainda há muito a se fazer. Ainda há muito a melhorar. Não escrevo isso por me achar um grande pregador, estou longe, bem longe disso. Escrevo para mim, para outros jovens pregadores e para todos nós que escutamos o evangelho. Em resumo, o maior problema da pregação contemporânea é a marginalização das Escrituras. O pior é que na maioria das vezes nem percebemos, e por isso quero apresentar cinco causas dessa marginalização. Espero abrir nossos olhos para o que está acontecendo em nossos púlpitos.

Estamos perdendo a confiança no poder da Palavra. Que verdade assustadora! O diabo deve vibrar com ela. Estamos perdendo a confiança de que a Palavra bíblica pregada é a amar mais poderosa de salvação, libertação e avivamento. Temos a tendência de colocar nossa confiança agora somente nas orações, louvores, objetos ungidos, campanhas de doação, boas obras, etc. Temos esquecido que é a Palavra que transforma um vale de ossos secos num vale de corpos vivos! Ela é a autora da nossa fé!
 
A fé vem pelo ouvir e pelo ouvir da PALAVRA de Deus.” Romanos 10:17
 
Estamos diminuindo o conteúdo bíblico das nossas pregações. Essa é a primeira consequência do problema anterior. Quando não cremos na palavra como principal agente da fé começamos a introduzir outras coisas em nossos sermões. Começamos a explicar a Bíblia em função das nossas vidas e não explicar nossas vidas em função da Bíblia. Perdemos a noção da mensagem total e central das escrituras e adicionamos muitos assuntos seculares num púlpito santo.
 
Tem cuidado de ti mesmo e da DOUTRINA. Continua nesses deveres; porque fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.” 1 Timóteo 4:16
 
Estamos deixando o evangelho de Jesus de lado. Parece até exagero, mas é verdade. Alguns meses atrás durante um acampamento de jovens ouvi um cara dizer: “acho que pregam muito sobre salvação, deveriam falar de outras coisas além de Jesus na cruz.” Minha vontade foi dizer: “Acho que você precisa ouvir ainda mais!”. E isso é o que infelizmente está acontecendo. Quantas pregações você já ouviu que não apontam pra Jesus? Quantas pregações você já ouviu que não falam de pecado, arrependimento, justiça e ressurreição? A Bíblia inteira aponta para Jesus e suas boas novas, como uma pregação pode não fazer isso?
 
Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Gálatas 1:9
 
Estamos focalizando demais em necessidades humanas percebidas. Esse é aquele problema quase invisível, que parece fazer bem, mas que nos mata pouco a pouco. Pregadores estão se importando mais com o que as pessoas querem ouvir do que com o que elas precisam ouvir. Púlpitos se tornaram divãs e as pregações em palestras motivacionais. Pregamos como se não pudéssemos fazer nossa audiência se sentir culpada, mas é exatamente isso que o evangelho faz. Queremos agradar e encher nossos prédios, mas o que adianta enchê-los de pessoas mortas?
 
Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Gálatas 1:10
 
Estamos valorizando demais a tecnologia. Considero a tecnologia nossa grande aliada na pregação, mas precisamos ter cuidado com ela. Uma grande tendência é não lermos e estudarmos mais a bíblia de maneira sequencial. Temos agora a internet e seus aplicativos que nos permitem achar qualquer texto isolado. É de chorar saber que muitos preparam suas pregações apenas pesquisando passagens no Google. Outro cuidado é não transformar sua mensagem num show de slides, luzes e vídeos. A mensagem visual ajuda muito, mas nunca pode ultrapassar a mensagem verbal!
 
Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.2 Timóteo 4:1-2
 
Minha oração é que estejamos atentos a esses problemas. Vamos ter o máximo de zelo com a Palavra e nossos púlpitos. Para glória de Deus e nossa alegria!
 
Sola Scriptura, Soli deo gloria!
 

Texto extraído do blog Evangelho Urbano

Fonte via: http://www.tempodecolheita.com.br/blog/problemas-da-pregacao-contemporanea/



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Ministérios Fracassados (documentário)

 
Todos nós gostamos de responder “envia-me a mim”, com o profeta Isaías, quando Deus lhe pergunta a quem enviaria. Mas será que nossa resposta permaneceria a mesma se soubéssemos para qual ministério Deus enviou esse profeta?

Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo. (Is 6:8-10)

Você leu para qual ministério Deus enviou Isaías? Para um ministério onde ninguém o ouviria, onde ninguém seria salvo. Ou seja, Deus enviou Isaías para um ministério fracassado! Ou… será que não?
 
O documentário abaixo, produzido por Yago Martins, aborda a questão do sucesso segundo o mundo contra o sucesso segundo Deus – uma mensagem tão importante nos tempos megalomaníacos de hoje.
 
 

 
 
Como bem aponta Augustus Nicodemus, ”o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1 Co 4:2). Contudo, devido ao engano do coração humano, muitos podem tentar esconder sua passividade sob a capa da fidelidade, alegando “minha igreja não cresce porque somos fiéis as Escrituras”. Isso pode ser verdade, mas também pode ser verdade que essa igreja, sua pregação e seu evangelismo estejam, na verdade, mortos e insípidos. A fidelidade bíblica é algo ativo, como Jesus bem mostra na parábola dos talentos (Mt 25: 14-30). Jamais esqueçamos que, sim, é Deus que dá o crescimento, mas somos nós que, pela graça de Deus, plantamos e regamos (1 Co 3:6).


Se este documentário falou com você de alguma forma, considere deixar uma mensagem aos quatro entrevistados principais ou um testemunho especial no Blog do Yago.


Leia mais: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/11/ministerios-fracassados-documentario/#ixzz2BRhhE5Ce


FICHA TÉCNICA
  • Roteiro, apresentação e edição: Yago Martins
  • Câmeras: Alan Cristie, Jailson Vieira e Yago Martins
  • Som direto: Rodrigo Rosa e Yago Martins
  • Trilha sonora: danosongs.com e Eduardo Mano
  • Equipamentos: Canon T3 e Nikon D3100 (vídeo), Zoom H1 e Zoom H2n (áudio)
  • Produção, gravação e edição entre 01/10 e 03/11 de 2012
PARTICIPAÇÕES
  • Adauto Lourenço, Augustus Nicodemus, Heber Carlos de Campos Jr., Jader Campos, Leonardo Sahium, Mauro Meister, Renato Vargens, Sillas Campos, Stênio Marcius, Tiago Santos e Walter McAlister.
AGRADECIMENTOS
  • Alan Cristie (sem você, não tinha dado certo. Valeu, bro!), Bruno Lima, Daniel Almeida, Drika Elizabeth Vasconcelos, Eduardo Mano, Eline Bitencourt, Fabiano Medeiros e família, Filipe Leitão, Hanna Caroline, Jailson Vieira, João Victor, Lorena Moreira, Rodrigo Bahiense Rosa, Suani Mattos e Vinícius Musselman Pimentel.


Leia mais: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/11/ministerios-fracassados-documentario/#ixzz2BRjFEDFU



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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dez Motivos para a Meditação e Dez Passos para a Meditação

David Murray – Meditação: 10 Motivos e 10 Passos

Dez Motivos para a Meditação

1. Ela impede o pecado: Se escondemos a Palavra de Deus em nosso coração, ela impedirá o pecado em suas raízes (Salmo 119:11).
2. Ela motiva o bem: Meditar em exortações e ordenanças práticas da Bíblia nos lembra de nossos deveres cristãos. O que pensamos a respeito é o que eventualmente fazemos (Provérbios 23:7).
3. Ela guia e renova a oração: Meditar nos versos da Escritura abre novos tópicos e áreas para a oração.
4. Ela transforma a insônia em uma bênção: O salmista transformou as horas “perdidas” de insônia em um banquete de enriquecimento espiritual. (Salmo 63:5-6).
5. Ela aproveita bem o tempo: É muito mais proveitosa do que, digamos, assistir TV. E também lhe fará mais feliz (Salmo 1:1-3).
6. Ela lhe prepara para evangelizar: Ao encher nossos corações com Deus e Sua Palavra, estaremos muito mais prontos para dar uma resposta a todo homem que peça razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:15).
7. Ela lhe ajuda na comunhão: Você pode edificar a outros na comunhão porque você pode propor um versículo para discussão e aplicar algumas considerações sobre ele.
8. Ela aumenta a comunhão com Deus: Deus encontra com Seu povo através das Escrituras. Uma pessoa que nunca pensa nas Escrituras nunca encontrará e andará com Deus.
9. Ela revive a vida espiritual: Ter a inclinada para a carne é morte; mas ter a mente inclinada para o espírito é vida e paz (Romanos 8:6).
10. Ela tem muitos precedentes e exemplos nas Escrituras (Salmo 19:14; 39:3; 77:12): Minha meditação será agradável a ele: eu me alegrarei no SENHOR (Salmo 104:34).

Dez Passos para a Meditação

1. Limite: Separe não mais que 5-10 minutos para começar, e comece com um versículo curto ou parte de um versículo.
2. Diversifique: Alguns dias escolha um versículo teológico, outros um texto prático ou devocional.
3. Escreva: Escreva o texto em uma pequena ficha ou cartão, e coloque em um lugar que você acesse regularmente (bolsa ou bolso?).
4. Memorize: Memorize o texto em blocos de 2-3 palavras recitando-o em voz alta. Defina horários específicos no dia para relembrar o versículo (horários das refeições).
5. Concentre-se: Pegue as palavras-chave e procure-as em um dicionário (de português ou bíblico). Substitua algumas palavras com significados paralelos ou até significados opostos.
6. Pergunte: Interrogue o versículo (quem, o que, onde, quando, por que, como?).
7. Explique: Pense sobre como você explicaria o versículo para uma criança ou alguém fora do contexto cristão.
8. Ore: Use o versículo na oração (adoração, confissão, graças, petição).
9. Revise: Arquive os cartões e leia-os a cada domingo para testar sua memorização deles.
10. Faça: Não apenas um exercício intelectual, mas deixe-o levá-lo à prática (creia, arrependa-se, espere, ame, etc.)
Por: David Murray © 2011 David P. Murray. Todos os direitos reservados. Original: Meditation 10 motives and 10 step method
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


Leia mais: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/10/david-murray-meditacao-10-motivos-e-10-passos/#ixzz29ZOHwSrP




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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Curso Básico: Liderança Pastoral para Prebíteros e Diáconos - Formando Líderes Segundo o Coração de DEUS

CURSO BÁSICO ONLINE

Liderança Pastoral para Prebíteros e Diáconos
Formando Líderes Segundo o Coração de DEUS

Certificado emitido pelo ICEC - Instituto de Cultura e Educação Calvinista
Coordenação: Luis Cavalcante - Presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil em Osasco (IPO).
http://metodologiadoestudo.blogspot.com.br/2011/10/perfil-do-prof-luis-cavalcante.html


VÍDEOS:

A Inerrância da Bíblia - Augustus Nicodemus - CFL 2012
http://www.youtube.com/watch?v=91QHD5EdCzM


Como escolher os Presbíteros  - Instruções de Paulo a Tito - Presb. Solano Portela
http://youtu.be/SmRPNYnfWEM


BIBLIOGRAFIA:

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Eles acreditam que todos os meios como a corrupção, mentira, etc... justificam os fins...

Eles acreditam que todos os meios como a corrupção, mentira, etc... justificam os fins...

Evangélicos conservadores na mira do PT. (Sem dúvida, nenhum cristão verdadeiro, espiritual e piedoso deve ter envolvimento com o PT e os Esquerdistas. Eles são profundamente sodomitas, pederastas e acreditam que todos os meios como a corrupção, a mentira, etc...justificam os fins. O PT é uma ameaça a verdadeira ética e moral. Usam o dinheiro público para patrocinar tudo aquilo que é contrário aos princípios bíblicos e cristãos da vida e da família - Prof. Luis Cavalcante).

http://luis-cavalcante.blogspot.com/2012/01/evangelicos-conservadores-na-mira-do-pt.html

PT PREPARA OPOSIÇÃO À IGREJA EVANGÉLICA. O QUE VOCÊ ESPERAVA, BOBÃO? Por Reinaldo Azevedo

PT PREPARA OPOSIÇÃO À IGREJA EVANGÉLICA. O QUE VOCÊ ESPERAVA, BOBÃO? Por Reinaldo Azevedo
http://luis-cavalcante.blogspot.com/2012/01/pt-prepara-oposicao-igreja-evangelica-o.html

sábado, 14 de janeiro de 2012

Calvino, o teólogo do Espírito Santo - Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Meu tema nesta postagem é "Calvino, o teólogo do Espírito Santo." Devo começar dizendo que este título não foi dado a Calvino pelos seus contemporâneos, mas sim pelos estudiosos modernos, reconhecendo a sua importância como teólogo e exegeta para esta área da Teologia que está em tanta relevância hoje.


O título pode confundir algumas pessoas. Podem pensar que o assunto sobre o qual Calvino mais escreveu, e ao qual mais se dedicou, foi o Espírito Santo. Na realidade, embora Calvino tenha escrito muita coisa sobre o Espírito Santo, nunca escreveu uma obra específica sobre o assunto, como, por exemplo, John Owen e Abraham Kuyper, cujos livros sobre o tema são fundamentais para a Igreja contemporânea.(1) Embora em suas Institutas de Religião Cristã João Calvino trate freqüentemente da pessoa e obra do Espírito Santo, não dedicou ao assunto um capítulo exclusivo.(2)


Alguns têm criticado Calvino por não haver dado atenção mais direta ao Espírito Santo em seus escritos, especialmente nas Institutas . A crítica é injusta. Existem razões suficientes para esta aparente falta de atenção.


Em primeiro lugar, a doutrina do Espírito Santo não era o foco do debate de Calvino com a Igreja Católica Romana da sua época, e nem da sua polêmica com os reformadores radicais, os Anabatistas e os "Entusiastas", conhecidos como a ala de esquerda da Reforma. (3) Calvino só tratou da obra do Espírito Santo na medida em que esse assunto se relacionava com os pontos críticos em debate, como a doutrina da salvação, da santificação, das Escrituras, e dos sacramentos.


Em segundo lugar, Calvino tinha a visão bíblica-neotestamentária de que o Espírito Santo geralmente agia nos bastidores, como o agente da Trindade. Embora sua ação fosse claramente perceptível, quem deveria sempre receber a proeminência eram o Pai e o Filho. Essa convicção reflete-se nas suas obras e em sua abordagem dos mais variados temas teológicos. Não existe praticamente nenhum assunto teológico em que Calvino não se refira, em seu tratamento, à obra do Espírito. Sua Pneumatologia é desenvolvida dentro das demais áreas da Teologia Sistemática, como Teontologia (estudo da Pessoa de Deus), Soteriologia e Eclesiologia.


Esta mesma abordagem se encontra refletida na Confissão de Fé de Westminster. É verdade que seus autores, os Puritanos, não escreveram um capítulo exclusivo sobre a pessoa e obra do Espírito. Mas, como sugeriu Dr. Benjamim B. Warfield, conhecido teólogo presbiteriano reformado, do início deste século, a razão é que preferiram escrever nove capítulos em vez de apenas um. A tentativa que foi feita em nossa época, pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, para suprir esta alegada deficiência, produziu um capítulo a mais na Confissão de Fé que, segundo Warfield, nada mais é que um curto sumário destes nove capítulos originais. (4)


E por fim, não se pode exigir de Calvino (e nem dos autores da Confissão de Fé) uma abordagem do assunto que seja aguçada pelas questões relacionadas com o surgimento do movimento pentecostal, séculos após a sua morte. Mesmo assim, Calvino é surpreendentemente atual no que diz sobre o Espírito.


Por que, então, o título "teólogo do Espírito Santo?" Em primeiro lugar, Calvino foi o primeiro a sistematizar de forma clara o ensino bíblico sobre o Espírito Santo. Não é que ninguém, antes dele, não houvesse escrito sobre o assunto. Mas, é que poucos, antes e depois de Calvino, conseguiram ser tão claros, simples, e bíblicos.(5)


Ouçamos o testemunho de Dr. Warfield:

A doutrina sobre a obra do Espírito Santo é uma dádiva de João Calvino à Igreja de Cristo...Nos amplos departamentos doutrinários sobre "A Graça Comum," "Regeneração," e "O Testemunho do Espírito" do livro terceiro das Institutas, Calvino foi o primeiro a desenvolver a doutrina da obra do Espírito Santo, e a dar a toda a doutrina do Espírito Santo uma formulação sistemática, fazendo dela uma possessão inalienável da Igreja de Deus.(6)

Em segundo lugar, Calvino integrou indissoluvelmente a doutrina do Espírito Santo aos demais temas e áreas da teologia, como regeneração, santificação, os meios de graça, e o conhecimento de Deus, entre outros. A Pneumatologia de Calvino, igualmente, abrangia e permeava todos os demais departamentos da Enciclopédia Teológica. Sua teologia é uma unidade orgânica, onde o Espírito aparece apropriadamente como o Soberano dinamizador.


Em terceiro lugar, Calvino resgatou alguns aspectos da doutrina do Espírito Santo que estavam soterrados debaixo da teologia medieval da Igreja Católica, como por exemplo, a relação entre a Palavra e o Espírito. Nosso alvo neste ensaio é analisar mais exatamente esta contribuição de Calvino para nosso conhecimento da obra do Espírito Santo, ou seja, a relação vital e orgânica entre o Espírito e a Palavra de Deus, as Escrituras.


O ensino de Calvino influenciou profundamente os estudos subsequentes dentro dos círculos Reformados. Sua ênfase na ação soberana do Espírito continua na tradição reformada entre os Puritanos ingleses, particularmente John Owen e Richard Sibbes, que nos deram os estudos bíblicos teológicos mais extensos e profundos que existem em qualquer língua sobre o ministério do Espírito Santo.


O Contexto Teológico de Calvino


Comecemos por lembrar-nos que a teologia de Calvino nasceu e desenvolveu-se em meio ao intenso conflito doutrinário que marcou a Reforma do século XVI. Sua doutrina do Espírito Santo foi moldada em meio à sua batalha em duas frentes. Em uma, ele enfrentava o cativeiro das Escrituras pela Igreja Católica, e na outra, o abandono das Escrituras pelos da Reforma radical.


A Igreja Católica e o cativeiro das Escrituras

Calvino e a Igreja Católica tinham algumas convicções em comum quanto à doutrina das Escrituras. Para eles, as Escrituras eram a Palavra de Deus, inspiradas pelo Espírito Santo, infalíveis, e autoritativas. Este ponto não estava sendo disputado por Calvino, nem pelos demais reformadores. O ponto de discórdia entre Calvino e os católicos era quanto ao ensino papista de que a autoridade da Escritura dependia do testemunho da Igreja. A Igreja Católica afirmava que o cânon das Escrituras, a sua preservação, a sua origem divina e sua autoridade, deviam ser aceitos pelos fiéis como verdadeiros porque a Igreja assim o afirmava. A autoridade das Escrituras, enfim, dependia do testemunho da Igreja. A Igreja, além disto, tinha a correta interpretação das Escrituras; a coleção dessas interpretações formava a tradição eclesiástica, que possui tanta autoridade quanto as próprias Escrituras. Assim, era vedado aos católicos leigos lerem e interpretarem as Escrituras. Eles dependiam da interpretação dada pela Igreja. Desta forma, a Palavra e a sua interpretação estavam cativas debaixo da autoridade eclesiástica.


Calvino levantou-se contra esse estado de coisas, que havia prevalecido durante a Idade Média. Ele considerava esse ensino como sendo uma afronta ao Espírito Santo, e um abuso de autoridade por parte da Igreja. Era a Igreja que estava fundada sobre as Escrituras, e não o contrário. A autoridade das Escrituras não dependia do testemunho da Igreja, e sim o contrário: a Igreja só possuía autoridade enquanto estivesse dentro da doutrina bíblica. Calvino apelava aqui para Ef 2.20, onde Paulo ensina que a Igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, que é o ensino das Escrituras.(7) A Igreja simplesmente reconhecia — não estabelecia e nem determinava a inspiração e a autoridade dos livros que compunham o cânon sagrado.(8)


Para Calvino, a maior de todas as provas da autoridade e inspiração das Escrituras era que o próprio Deus nos falava através delas. Calvino chamava a isto o testemunho interno do Espírito .(9) Para ele, o homem natural não poderia ser convencido da divindade das Escrituras por argumentos apresentados pela Igreja, por mais lógicos e racionais que eles parecessem (1 Co 2.14).(10) Era o Espírito quem persuadia o crente de que Deus estava falando nas Escrituras , inclinando-lhe o coração a aceitá-las, e dando-lhe plena certeza disto, gerando-lhe fé em seu coração. Nas suas Institutas e comentários Calvino aponta para alguns textos com este efeito, como por exemplo, 1 Jo 5.6-7, 2 Tm 1.14-15, 1 Co 2.10-16.(11)


Para Calvino, o que o Espírito havia revelado nas Escrituras era suficiente e final. Maomé, o Papa, e os "Entusiastas" estavam errados, ao reivindicar que o Espírito estaria ensinando novas verdades no presente. Para Calvino, as palavras do Senhor Jesus em Jo 14.25 deixavam claro que o ministério do Consolador consistiria, não em revelar novas verdades, que fossem além das que haviam sido ensinadas pelo Senhor Jesus e seus apóstolos, mas em iluminar as mentes e os corações dos crentes, para que compreendessem e cressem nas verdades, agora registradas na Escritura. Ele afirma: "O espírito que introduz qualquer doutrina ou novidade que vá além do Evangelho, é um espírito de mentira, e não o Espírito de Cristo."(12)


O efeito do ensino de Calvino foi libertador.(13) Através da ênfase no testemunho interno do Espírito Santo como a evidência máxima da divindade e da autoridade das Escrituras, ele libertou as Escrituras e a sua interpretação do cativeiro imposto pela Igreja Medieval, e as colocou de volta onde elas pertenciam de direito, nas mãos do Espírito Santo. Neste sentido, estava certa a avaliação de alguns católicos encarregados da contra-reforma no século XVII, de que uma das maiores diferenças que existiam entre Roma e Genebra se encontrava em suas doutrinas sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo.


Os Reformadores Radicais e seu Desprezo pela Palavra

A outra fronte de batalha de Calvino era contra o ensino da Reforma radical , conhecida como a "ala esquerdista" da Reforma.(14) Havia diversos grupos dentro desta ala do movimento reformista. Havia, em primeiro lugar, como os Anabatistas, os "Fanáticos", os "Espiritualistas" e os Antitrinitarianos, que "embora diferentes em seus propósitos e em suas doutrinas, tinham em comum o desejo de ver uma Reforma muito mais radical do que a propagada por Lutero e Zwinglio."(15) A polêmica de Calvino contra os Anabatistas concentrou-se em questões como batismo infantil, predestinação, governo de Igreja, relação entre Igreja e Estado, e interpretação das Escrituras.(16)


Foi contra os excessos dos "Entusiastas" ou "Fanáticos" (como eram conhecidos) na área de novas revelações contemporâneas do Espírito, que Calvino se concentrou em alguns de seus escritos. Ele escreveu um tratado em 1545 entitulado Contre la secte phantastique et furieuse des Libertines qui se nomment spirituelz (Contra a seita fantástica e furiosa dos Libertinos, que se chamam de Espirituais), que ainda não foi traduzido para o português.(17) Freqüentemente em suas Institutas e comentários Calvino faz menções diretas ou sugestões implícitas sobre este movimento.


Os "Entusiastas" enfatizavam o ministério didático do Espírito, um ponto que havia sido resgatado pelos Reformadores; porém, estavam indo além deles, reivindicando serem ensinados diretamente pelo Espírito através de novas revelações, por meio de uma luz interior . Afirmavam que o Espírito não podia ficar restrito a palavras escritas, pois isto diminuiria sua soberania. Testar as manifestações espirituais seria desonrar o Espírito. Chegavam a ridicularizar os que se apegavam às Escrituras, pois a consideravam como uma forma inferior e temporária de revelação, e criticavam Calvino e os demais reformadores por se apegarem à letra que mata.


Os "Entusiastas," portanto, eram uma reação à escravidão das Escrituras por parte da Igreja que havia vigorado até a Reforma, mas uma reação que estava indo longe demais. Calvino, naturalmente, simpatizava-se com os "Entusiastas" em vários pontos. Para ambos, as Escrituras, como Palavra de Deus, não estavam cativas à interpretação da Igreja, mas deveriam ser livremente examinadas por todos.


Calvino, porém, questionava seriamente a separação entre o Espírito e a Palavra, e considerava qualquer tendência neste sentido como "demência".(18) Ele também duvidava que "novas revelações" fossem uma obra do Espírito Santo, e chegava mesmo a suspeitar que os que reinvidicavam receber revelações novas, que excediam as Escrituras, estavam sendo guiados por outro espírito, que não o de Deus. Calvino cria na realidade e na atuação de espíritos mentirosos, e que Satanás estava continuamente iludindo as pessoas, procurando afastá-las da verdade, transfigurando-se em "anjo de luz" (2 Co 11.3,14). Para ele, "novas revelações", na verdade, eram invenções de espíritos mentirosos, não provinham do Espírito Santo, sendo o cumprimento de passagens como 1 Tm 4.1-2.(19)


O Ensino de Calvino sobre o Espírito e a Palavra

Calvino não se limitou a criticar os exageros dos "Entusiastas." Ele apresentou, de forma positiva e construtiva, o ensino bíblico sobre a direção divina para a Igreja vivendo após os tempos apostólicos. No livro I das suas Institutas , onde trata de "O Conhecimento de Deus como Criador", Calvino dá o seguinte título ao capítulo 9: Os fanáticos, abandonando as Escrituras e bandeando-se para revelação, derrubam todos os princípios da piedade . Nesse capítulo, o reformador aborda o ensino dos "Fanáticos", como eram conhecidos na época, a partir da inseparável relação entre o Espírito e a Palavra.(20)


O Espírito Fala pelas Escrituras

O ponto central de Calvino era que o Espírito fala pelas Escrituras . Não que o Espírito estivesse restrito à Pregação da Palavra e aos sacramentos, mas sim que Ele não pode ser dissociado de ambos. O Espírito havia sido dado à Igreja, não para trazer novas revelações, mas para nos instruir nas palavras de Cristo e dos profetas. De acordo com Calvino, o Espírito sela nossas mentes quando ouvimos e recebemos com fé a palavra da verdade, o Evangelho da salvação (Ef 1.13). Ele limita-se a guiar os crentes e a iluminar seus entendimentos naquilo que ouviu e recebeu do Pai e do Filho, e não de Si mesmo (Jo 16.13). Como o ensino divino se encontra nas Escrituras, a obra do Espírito consiste em iluminá-las, fazendo com que esse ensino seja entendido pelos fiéis.


Contra o desprezo pelas Escrituras da parte de muitos "Entusiastas," Calvino citava o exemplo do apóstolo Paulo, que mesmo tendo sido arrebatado ao terceiro céu, onde recebeu revelações extraordinárias (2 Co 12.2), ainda assim jamais desprezou as Escrituras, como se fossem uma forma inferior de revelação, mas as reconheceu como suficientes e eficazes, pela graça do Espírito, para edificar a Igreja em todas as coisas concernentes ao reino de Deus (2 Tm 3.15-17; cf. 1 Tm 4.13).(21)


O Espírito é reconhecido pela sua harmonia com as Escrituras

Outro ponto importante destacado por Calvino nas Institutas era que a atuação do Espírito Santo poderia ser reconhecida pela sua harmonia com as Escrituras, as quais haviam sido inspiradas pelo próprio Espírito.(22) Calvino desejava apresentar um critério pelo qual a Igreja pudesse discernir de forma segura, no âmbito da experiência religiosa, o que realmente procedia da parte do Espírito de Deus, ou de espíritos enganadores. Para ele, havia somente um critério seguro e infalível: o Espírito falando nas Escrituras. Assim, não haveria qualquer diminuição do poder e da glória do Espírito Santo ao concordar com elas, já que Ele as havia inspirado. Seria concordar consigo mesmo, e qual a desonra que poderia haver nisto? Testar as manifestações supostamente provenientes do Espírito, usando-se o crivo das Escrituras, era, na realidade, agradável a Ele, pois Ele mesmo havia determinado que a Igreja assim procedesse com as manifestações espirituais.(23) Para Calvino, não poderia haver qualquer contradição entre o ensino bíblico e a atuação do Espírito nos tempos pós-apostólicos; e é por esta razão que ele frequentemente se refere às Escrituras como "a imagem do Espírito."(24)


A Soberania do Espírito

Um último ponto ao qual desejo me referir é a insistência de Calvino sobre a soberania do Espírito Santo nesta relação íntima com a Palavra de Deus. Para ele, a Palavra é o instrumento pelo qual Deus dispensa a iluminação do Espírito aos crentes.(25) Assim, Cristo fala hoje através do ministro do Evangelho, quando o mesmo expõe fielmente a Palavra. O Espírito torna eficaz a Palavra exposta nos corações dos que a ouvem. Ao mesmo tempo, a relação Espírito-Palavra não é mágica, ou automática. A Palavra não é como um talismã , que sempre que invocado, libera seu poder mágico, ao bel-prazer do seu possuidor. A eficácia da Palavra, ao contrário, está totalmente na dependência da soberania do Espírito. (26)


Para Calvino, a afirmação de Paulo de que somos ministros de uma nova aliança, do Espírito que vivifica (2 Co 3.6), não é uma garantia de que nossa pregação sempre será acompanhada pelo poder vivificador do Espírito. Pastores não retém o poder de dispensar a graça do Espírito a qualquer um que desejem, e quando o desejem. É por um ato soberano que o Espírito torna a Palavra pregada em Palavra eficaz.(27)


Assim, a eloquência, a habilidade, a erudição e o fervor do pregador de nada adiantam, se a graça e o poder do Espírito não estiverem presentes. E assim ocorre porque, o mérito sempre deve ser de Cristo ,

e não dos pregadores.


A Influência de Calvino na Confissão de Fé de Westminster

A Confissão de Fé de Westminster, adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil, foi elaborada no século XVII, quase um século após a morte de Calvino, por pastores e teólogos Puritanos, reunidos com este fim pelo Parlamento Inglês, na Assembléia de Westminster. O alvo dos eruditos ali reunidos durante vários anos era um só: formular de forma sistemática a doutrina bíblica, partindo dos princípios de interpretação herdados da Reforma. A Igreja Presbiteriana tem adotado essa Confissão como a expressão correta do ensino das Escrituras. Os seus autores foram profundamente influenciados por João Calvino. Esta influência se percebe claramente no ensino da Confissão sobre o Espírito Santo, e em especial, na relação do Espírito com a Palavra.


Assim, no seu capítulo sobre as Escrituras, a Confissão declara, nos melhores termos calvinistas, que a autoridade da Escritura não depende do testemunho do homem ou da Igreja, mas de Deus ( I, 4), que a nossa certeza da sua infalível verdade e autoridade divina provém do testemunho do Espírito Santo em nossos corações (I, 5), que à Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições de homens (I, 6). A Confissão reafirma, com Calvino, que é necessária a íntima revelação do Espírito de Deus para a compreensão salvadora das coisas reveladas na Palavra (I, 6), e que, finalmente, o Juiz Supremo pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser examinadas é o Espírito Santo falando nas Escrituras (I, 8).


Relevância do Ensino de Calvino para Nós Hoje



A Época em que Vivemos

A influência do movimento neopentecostal, surgido na década de sessenta, tem-se feito sentir de forma profunda nas denominações evangélicas históricas, e também dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil. Não podemos tratar o movimento como um bloco monolítico — existem, dentro dele, diversas correntes e ramificações, o que faz com que generalizações tornem-se injustas. Mas, onde aparece com toda a liberdade, o neopentecostalismo manifesta a crença em novas revelações através de profecia e línguas, visões e sonhos, todos atribuídos ao Espírito Santo, e em alguns casos, práticas estranhas ao Cristianismo histórico, que são atribuídas ao poder do Espírito Santo, como "cair" no Espírito, o "sopro" do Espírito, o "riso santo", característica principal do movimento conhecido como "a bênção de Toronto".


Há pastores que pretendem ter controle sobre o Espírito Santo, que presumem concedê-lo pela imposição de mãos, lançá-lo sobre o povo, girando o paletó, soprando sobre eles, etc., como o conhecido carismático Benny Hinn. Estes super-pastores determinam até mesmo quando o Espírito vai curar ou agir, pois marcam com antecedência reuniões de cura e libertação, coisa que nem mesmo o Senhor Jesus e os apóstolos fizeram.


A Igreja Presbiteriana está aturdida, tomada de surpresa, por estes ensinos. Muitas de suas igrejas locais têm adotado, em maior ou menor medida, as doutrinas e práticas do neopentecostalismo. Podemos receber ajuda do ensino de Calvino, nesta hora?


Em que o Ensino de Calvino nos Ajuda Hoje?

Em primeiro lugar, o ensino de Calvino sobre o testemunho interno do Espírito vem lembrar à Igreja que, nestes tempos difíceis, ela deve buscar de Deus a íntima iluminação do Espírito para compreender e aplicar as Escrituras à sua vida e missão. Corremos o risco de pensar que Calvino, em sua luta contra os excessos dos "Entusiastas", caiu no extremo do academicismo frio. Balke nos relata o que de fato ocorreu: "Calvino, o teólogo do Espírito Santo, queria guardar-se contra o fanatismo, sem porém impedir a liberdade do Espírito."(28) Como Calvino, devemos nos guardar dos excessos de hoje, ao mesmo tempo em que, submetendo-nos à liberdade do Espírito, procuramos a sua iluminação. Mas, para isto, é necessário arrependimento e saneamento da vida das igrejas locais, dos conselhos, concílios, organizações e instituições eclesiásticas que compõem a IPB. É preciso nos voltarmos a Deus em oração, suplicando a iluminação do Espírito, como bem orienta a Carta Pastoral da Igreja Presbiteriana do Brasil sobre o Espírito Santo:

Ao mesmo tempo em que orienta a Igreja a guardar-se de uma interpretação das Escrituras que parte dos princípios hermenêuticos equivocados da experiência neopentecostal, a Igreja também adverte contra uma interpretação intelectualizada e árida das Escrituras, que se esquece da necessidade da iluminação do Espírito para sua compreensão e de que Deus promete ensinar àqueles que procuram andar em santidade e retidão (Sl 119.18, 33-34; Lc 24.44-45).(29)

Em segundo lugar, Calvino nos desafia a examinar todas as manifestações espirituais pelo crivo da Palavra de Deus, quanto à natureza, ao propósito, e ao modo destas manifestações. Essa prática está pressupondo corretamente o ensino bíblico de que o Espírito Santo não se contradiz. As Escrituras foram inspiradas por ele. Embora o Espírito aja de formas distintas em épocas distintas, jamais o faz em contradição ao que nos revelou na Palavra. Deveríamos estar abertos para o fato de que o Espírito tem enfatizado aspectos diferentes da Palavra em épocas diferentes — porém, jamais indo além dela ou contra ela.


Em terceiro lugar, o ensino de Calvino nos alerta contra os que pretendem ter total controle sobre o Espírito, que pretendem dispensar o batismo do Espírito pela imposição de mãos, que "ensinam" aos crentes imaturos e incautos a falar em línguas. Alerta-nos a rejeitar todo ensino, movimento, culto, liturgia, onde a Palavra de Deus não receba a devida proeminência. Se o Espírito fala pela Palavra, a Palavra deve ser o centro.


Muitos presbiterianos consideram-se calvinistas e reformados, mas quantos realmente percebem as implicações do ensino calvinista reformado sobre a obra do Espírito para as práticas neopentecostais que são aceitas em muitas das nossas igrejas? Calvino foi, de fato, um homem do Espírito Santo, que guiado por Ele, tornou-se o principal instrumento de Deus para a Reforma do século XVI, movimento que, na realidade, foi um dos maiores reavivamentos espirituais ocorridos na Igreja Cristã, após o período apostólico. Todos nós queremos um reavivamento espiritual, da mesma magnitude. Calvino, que viveu e ministrou em meio àquela tremenda manifestação de poder divino, não teve receio de ofender o Espírito por inquirir, de forma profunda e meticulosa, sobre a genuinidade dos fenômenos que sempre acompanham os grandes movimentos espirituais da História. Se por um lado não devemos ter medo do que o Espírito possa fazer, por outro, devemos temer a obra espúria dos espíritos enganadores, e do nosso próprio coração enganoso.


E por fim, vale a pena mencionarmos que "a era do Espírito Santo", como é conhecida em muitos meios neopentecostais, iniciou-se, não em 1906, com a reunião na rua Azuza, nos Estados Unidos, mas desde o dia de Pentecoste. As evidências bíblicas são numerosas. Em seu sermão no dia de Pentecoste, o apóstolo Pedro declarou que a descida do Espírito estava inaugurando os últimos dias (At 2.16-21). Os demais apóstolos ensinaram, semelhantemente, que os últimos dias, a dispensação anterior ao dia do julgamento final, já havia chegado ( 1 Co 7:29; 1 Jo 2.18). Enfatizo esse ponto pois alguns poderiam argumentar que estamos vivendo hoje na "era do Espírito", e que Calvino viveu antes dessa época. Os que assim acreditam, afirmam que hoje o Espírito está agindo de uma forma muito mais intensa, e mesmo, diferente, da época da Reforma, e que, portanto, o que Calvino experimentou e ensinou está, num certo sentido, ultrapassado. Entretanto, as Escrituras nos ensinam que a Igreja já está vivendo os últimos dias, a dispensação do Espírito, desde o período apostólico.


Calvino viveu e ensinou em plena época do Espírito, tanto quanto nós hoje vivemos e labutamos. O ensino de Calvino, por ser bíblico, pode nos servir de balizamento, indicando-nos o estreito caminho do equilíbrio, entre uma vida de piedade e uma mente firmada nas antigas doutrinas da graça.

Fonte: http://www.ipb.org.br/portal/artigos-e-estudos/968-calvino-o-teologo-do-espirito-santo

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com