quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Declaração de Cambridge

As igrejas evangélicas de hoje estão cada vez mais dominadas pelo espírito deste século em vez de pelo Espírito de Cristo. Como evangélicos, nós nos convocamos a nos arrepender desse pecado e a recuperar a fé cristã histórica.

No decurso da História, as palavras mudam. Na época atual isso aconteceu com a palavra evangélico. No passado, ela serviu como elo de união entre cristãos de uma diversidade ampla de tradições eclesiásticas. O evangelicalismo histórico era confessional. Acolhia as verdades essenciais do Cristianismo conforme definidas pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja. Além disso, os evangélicos também compartilhavam uma herança comum nos "solas" da Reforma Protestante do século 16.

Hoje, a luz da Reforma já foi sensivelmente obscurecida. A conseqüência foi a palavra evangélico se tornar tão abrangente a ponto de perder o sentido. Enfrentamos o perigo de perder a unidade que levou séculos para ser alcançada. Por causa dessa crise e por causa do nosso amor a Cristo, seu evangelho e sua igreja, nós procuramos afirmar novamente nosso compromisso com as verdades centrais da reforma e do evangelicalismo histórico. Nós afirmamos essas verdades e não pelo seu papel em nossas tradições, mas porque cremos que são centrais para a Bíblia.

SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.

A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.

A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.

Tese 1: Sola Scriptura

Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

Tese 2: Solo Christus

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.

SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.

A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

Tese 3: Sola Gratia

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.

Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.

Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.

Tese 4: Sola Fide

Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, o­nde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.

Tese 5: Soli Deo Gloria

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Um Chamado ao Arrependimento e à Reforma

A fidelidade da igreja evangélica no passado contrasta fortemente com sua infidelidade no presente. No princípio deste mesmo século, as igrejas evangélicas sustentavam um empreendimento missionário admirável e edificaram muitas instituições religiosas para servir a causa da verdade bíblica e do reino de Cristo. Foi uma época em que o comportamento e as expectativas cristãs diferiam sensivelmente daquelas encontradas na cultura. Hoje raramente diferem. O mundo evangélico de hoje está perdendo sua fidelidade bíblica, sua bússola moral e seu zelo missionário.

Arrependamo-nos de nosso mundanismo. Fomos influenciados pelos "evangelhos" de nossa cultura secular, que não são evangelhos. Enfraquecemos a igreja pela nossa própria falta de arrependimento sério, tornamo-nos cegos aos pecados em nós mesmo que vemos tão claramente em outras pessoas, e é indesculpável nosso erro de não falar às pessoas adequadamente sobre a obra salvadora de Deus em Jesus Cristo.

Também apelamos sinceramente a outros evangélicos professos que se tenham desviado da Palavra de Deus nos assuntos discutidos nesta declaração. Incluímos aqueles que declaram haver esperança de vida eterna sem fé explícita em Jesus Cristo, os que asseveram que quem rejeita a Cristo nesta vida será aniquilado em lugar de suportar o juízo justo de Deus pelo sofrimento eterno e os que dizem que os evangélicos e os católicos romanos são um em Jesus Cristo, mesmo quando a doutrina bíblica da justificação não é crida.

A Aliança de Evangélicos Confessionais pede que todos os crentes dêem consideração à implementação desta declaração no culto, ministério, política, vida e evangelismo da igreja.

Em nome de Cristo. Amém.

Aliança de Evangélicos Confessionais.
Cambridge, Massachusetts
20 de abril de 1996

terça-feira, 10 de setembro de 2013

OPORTUNIDADE DE TRABALHO - ÁREA COMERCIAL/VENDAS

OPORTUNIDADE DE TRABALHO  - ÁREA COMERCIAL/VENDAS

Uma das maiores empresas de consórcio do Brasil está contratando com experiência ou sem experiência para trabalhar com vendas de consórcios. 

Possibilidade de ganhos de R$ 10.000,00 mensais.

O profissional pode optar pelas opções: CLT (Salário Mínimo Garantido, mais benefícios e Comissões de até 1,5%), Autônomo (comissões até 2,5%) ou PJ (Comissões até 5% - vagas disponíveis para todo o Brasil). Cartas de Créditos de R$ 5.000,00 até R$ 10 milhões de reais (motos, serviços, veículos, caminhões, imóveis, embarcações, aeronaves, equipamentos e máquinas)

Enviar CV para o e-mail: bancodetalentos@bol.com.br   
http://vagasparavendedoresdeconsorcio.blogspot.com 

Presbítero é eleito membro da Academia Nacional de Engenharia

Presbítero é eleito membro da Academia Nacional de Engenharia

Presbítero Valder Steffen da Igreja Presbiteriana Central de Uberlandia, filho o saudoso Rev. Walder Steffen, é eleito como membro da Academia Nacional de Engenharia.

O professor da Faculdade de Engenharia Mecânica, Valder Steffen Júnior, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) irá compor o quadro de membros titulares da Academia Nacional de Engenharia (ANE). A eleição foi realizada pela Comissão de Seleção da ANE e a solenidade de posse será no dia 31 de outubro de 2013, às 19h30, no Auditório de Arsenal de Marinha, no Rio de Janeiro.
Valder Steffen Júnior está na UFU desde 1976. “Acredito que a nomeação de um professor da UFU mostra que a Academia está olhando para outras instituições. Isso é um reconhecimento para a UFU, um reconhecimento do trabalho”, explica o professor.
Academia Nacional de Engenharia
Fundada em 3 de maio de 1916, com o nome de Sociedade Brasileira de Ciência, por professores da Escola Politécnica, em 16 de dezembro de 1921 passou a chamar-se Academia Brasileira de Ciências. Os objetivos da Associação consistem em estimular a continuidade do trabalho científico dos membros e difundir o conceito de ciência, como fator fundamental do desenvolvimento tecnológico do país.
Valder Steffen Júnior
Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (1976), mestrado (1977) e doutorado (1979) pela Université de Franche Comté, na França. Defendeu a tese de Habilitation (H.D.R.) nesta mesma universidade, em 1991. Realizou dois estágios em nível de pós-doutoramento, no INSA de Lyon (1986-87) e na Virginia Tech – USA (1999-2000). Valter faz parte do corpo docente da Faculdade de Engenharia Mecânica da UFU, desde 1976 e ocupou diversos cargos administrativos na instituição, tais como: Chefe de Departamento, Coordenador de Programa de Pós-Graduação, Diretor de Centro, Diretor da Faculdade de Engenharia Mecânica e Pró-Reitor de Planejamento e Administração. O professor serviu também ao sistema brasileiro de pesquisa e pós-graduação.
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Fonte: http://ipb.org.br/application/index/articleReader/119159


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

(VÍDEO) - Como você Representa Cristo no Facebook? - Tim Conway. São 6:42 que podem mudar a sua vida.

(VÍDEO) - Como você Representa Cristo no Facebook? - Tim Conway. São 6:42 que podem mudar a sua vida.

Clique no link abaixo para ver o vídeo:
http://tecnologiareformacional.blogspot.com.br/2013/09/video-como-voce-representa-cristo-no.html

Pondo em Ordem o Rol (Matt Schmucker) - Por Que as Igrejas Deveriam Pôr em Ordem Seu Rol de Membros? Como as Igrejas Deveriam Pôr em Ordem Seu Rol de Membros?


Pondo em Ordem o Rol (Matt Schmucker)

9mk-membresia
Embora eu ouça histórias de líderes de igreja ao redor do país quase todo dia, ainda assim fiquei atordoado com o seguinte e-mail de um diácono fiel de uma igreja batista:
“Eu gostaria de ter a oportunidade de conversar com você sobre como pôr em ordem o rol da igreja. Eu comecei a compilar a lista de viúvas do nosso banco de dados de membresia ontem e descobri que, do total de 141 viúvas do nosso banco de dados, 38 faleceram e 4 transferiram sua membresia para outras igrejas (sem contar aquelas que estão classificadas como “Inativas” ou “Membros não-residentes).”
Você pode imaginar como os apresentadores de programas de auditório da madrugada fariam piada disso: “Vocês ouviram falar dos 38 membros mortos da Igreja Batista da Fé Viva? É hora de conversar sobre a necessidade de mudar o nome da igreja!” Isso seria engraçado, se não caracterizasse as igrejas ao redor da nossa nação e de outras.
Maus registros e róis desatualizados complicam a existência de qualquer pastor fiel. Contudo, antes de passar as coisas a limpo, considere tanto por que e como isso deve ser feito.

Por Que as Igrejas Deveriam Pôr em Ordem Seu Rol de Membros?

1)      O nome e a honra de Cristo estão em jogo aos olhos do mundo. Pense sobre a preocupação veemente do apóstolo Paulo por aqueles que estavam associados com a igreja de Corinto (1Co 5).
2)      A membresia de uma igreja deveria refletir, tanto quanto possível, a membresia no Reino de Cristo. Nós não deveríamos receber nem expulsar membros levianamente. “Remover alguém do rol” deveria ser tratado com o maior cuidado, mesmo quando o próprio membro age descuidadamente.
3)      Pastores, presbíteros e líderes haverão de “prestar contas” a Deus pelo seu rebanho um dia (Hb 13.17). Deus censurou os pastores de Israel por sua repetida infidelidade (p. ex. Ez 34).
4)      As congregações também prestarão contas a Deus pelo modo como recebem membros. Considere como Paulo lida com a questão em 1Coríntios 5!
5)      Cristãos menos maduros estão em risco de ficarem confusos a respeito da importância da igreja no crescimento da vida cristã e podem ser conduzidos, eles mesmos, à complacência.
6)      O membro que se mudou para outro lugar deveria ser encorajado a se unir a uma igreja na cidade do seu novo lar e a se fazer conhecido aos crentes de lá. Se ele não o faz, sua antiga igreja deveria encorajá-lo a isso por carta ou telefone. Se ele permanece inerte, a igreja deveria informá-lo de que irá remover seu nome na próxima reunião de membros, assim enviando a mensagem de que ela não pode mais prestar contas pela vida dele.

Como as Igrejas Deveriam Pôr em Ordem Seu Rol de Membros?

Se tentar resolver todos os casos problemáticos de membresia de uma vez, você acabará se queimando. Mas é difícil prever quando. Seus membros ficarão felizes em remover aqueles que não frequentam a congregação? Membros que se mudaram? Mortos? Pastor, seja sábio e apenas faça o que o seu povo pode tolerar. Seja paciente e ensine até que eles estejam prontos a agirem.
Então por onde você começa? Imagine vários círculos concêntricos (como um alvo de jogo de dardos) onde o centro (a “mosca”) representa a membresia significativa. Os anéis exteriores representam a membresia inexpressiva e, esperançosamente, eles são mais fáceis de pôr em ordem. À medida que você move dos anéis exteriores em direção à mosca, o seu rol de membros deveria consistir cada vez mais de crentes professos que estão ativamente envolvidos em sua igreja. Vamos começar do círculo de fora e mover para o centro:
1)      Membros que estão mortos. (Na minha igreja nós encontramos 10!) Este é o anel mais exterior e deveria ser o mais fácil de pôr em ordem. Na próxima reunião administrativa da igreja, apresente esses nomes à congregação com uma proposta para removê-los da membresia na próxima reunião. Não peça à congregação para removê-los imediatamente, mas dê-lhe tempo para pensar acerca da proposta.
2)      Membros que você não consegue encontrar. Provavelmente este é o segundo grupo mais fácil de remover. Duas mulheres em nossa igreja caçaram setenta membros, por seis meses, em vão! Esses nomes foram apresentados à congregação, para que as auxiliasse. Quando todos os esforços se esgotaram, uma proposta foi apresentada à congregação para removê-los.
3)      Membros ausentes e desinteressados. Nossa igreja tinha dúzias de membros que foram encontrados, mas que não queriam nada conosco. Nós encontramos uma mulher na Alemanha que havia se tornado uma unitária e ficou chateada por a havermos contatado.
4)      Membros fora da localidade. Estas são pessoas que não podem frequentar a igreja regularmente devido à distância, e qualquer acompanhamento significativo é praticamente impossível. Sem dúvidas, você encontrará pessoas que possuem um entendimento errado da membresia neste grupo: “Eu sou membro dessa igreja desde que cantava no Coral Infantil, em 1959″ ou “Eu tomei a decisão naquela igreja em 1970 e prometi à minha mãe que permaneceria um membro fiel”. A despeito do apego emocional à sua igreja, é preciso ensinar a esse grupo um entendimento correto da membresia da igreja. Lembre-se, pastor, de que você prestará contas desses indivíduos. Não seja pego com nomes em seu rol de pessoas com quem você jamais se encontrou. Faça uma proposta para remover esses indivíduos “por falta de frequência” na próxima reunião administrativa.
5)      Membros da localidade, mas que não frequentam. Certamente, nós chegamos a um dos círculos mais árduos. Essas pessoas desejam permanecer na membresia e podem frequentar; mas elas querem pouco compromisso com a igreja. Este círculo é frequentemente difícil por causa dos relacionamentos que esses indivíduos mantêm com membros frequentes. Talvez seja um filho crescido ou um antigo amigo do coral. Novamente, é preciso ensinar, e a movimentação deve ser lenta.
Essas primeiras cinco categorias são os alvos maiores e mais óbvios. Há outras categorias tais como “frequentam, mas não querem assinar a declaração de fé” ou “na localidade, mas não podem frequentar”. A idade avançada ou uma enfermidade pode impedir um membro de frequentar; ele não deve ser excluído, ao contrário, é preciso cuidar especialmente dele! Do mesmo modo, nós encorajamos especial tolerância para com membros de idade avançada que se mudaram da localidade para casas de repouso. Por quê? Eles muitas vezes cresceram com um entendimento diferente acerca da membresia da igreja e é improvável que mudem. Por causa do amor, considere permitir que eles sejam mantidos no rol.
Novamente, por causa do amor ao seu povo, não ponha em ordem o rol com mais ligeireza do que sua congregação pode suportar. Para alguns, pode levar anos para passar de um anel para o outro. Igrejas, com muita frequência, são divididas por causa de atitudes pastorais descuidadas, quando a meta deveria ser a unidade. Lembre-se: cada ficha no seu rol é mais do que um nome; é uma alma.

Extraído do site www.9marks.org. Copyright © 2013 9Marks. Usado com Permissão. Original: Cleaning Up the Rolls
Tradução: Vinícius Silva Pimentel – Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Website:www.MinisterioFiel.com.br / www.VoltemosAoEvangelho.com. Original:  Pondo em Ordem o Rol (Matt Schmucker)
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/09/pondo-em-ordem-o-rol-matt-schmucker/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+voltemosaoevangelho+%28Voltemos+ao+Evangelho%29

terça-feira, 27 de agosto de 2013

(VÍDEO) - O Imperativo Confessional -- Rev. Dr. Carl R. Trueman

(VÍDEO) - O que é pressuposicionalismo? Como a apologética pressuposicionalista pode ajudar um jovem na faculdade? por Davi Charles Gomes

(VÍDEO) - O que é pressuposicionalismo? Como a apologética pressuposicionalista pode ajudar um jovem na faculdade? por Davi Charles Gomes 

Clique no link abaixo para acessar os vídeos:
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(VÍDEO) - Curso Prático de Comunismo e Totalitarismo Petista

(VÍDEO) - Curso Prático de Comunismo e Totalitarismo Petista

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(VÍDEO) - O ensino de Pedro sobre o presbiterato bíblico - Rev. Augustus Nicodemus

(VÍDEO) - FIM DO PT

(VÍDEO) - FIM DO PT

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Lançamento do Livro: COSMOVISÕES EM CONFLITO pelo filósofo cristão Ronald Nash

Lançamento do Livro: COSMOVISÕES EM CONFLITO pelo filósofo cristão Ronald Nash 

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Precisamos manter a luta contra a morte. ABORTO É CRIME. Relatório do Código Penal mantém aborto como crime

Precisamos manter a luta contra a morte. ABORTO É CRIME.  Relatório do Código Penal mantém aborto como crime

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O Partido Calvinista parabeniza o Deputado Feliciano pela atitude de denunciar vídeo que DEBOCHA DA FÉ CRISTÃ. Isto é CRISTOFOBIA.

O Partido Calvinista parabeniza o Deputado Feliciano pela atitude de denunciar vídeo que DEBOCHA DA FÉ CRISTÃ. Isto é CRISTOFOBIA.

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

MPF - Ministério Público Federal é dominado pelos Gaysistas Petistas e Esquerdistas. Eles invadem um culto da Assembleia de Deus, cometem crimes previstos na Constituição Federal, provocam tumultos e desordens e são os crentes que são investigados. Lamentável o comportamento do MPF. É o uso do MPF para estabelecer Sodoma e Gomorra.

MPF - Ministério Público Federal é dominado pelos Gaysistas Petistas e Esquerdistas. Eles invadem um culto da Assembleia de Deus, cometem crimes previstos na Constituição Federal, provocam tumultos e desordens e são os crentes que são investigados. Lamentável o comportamento do MPF. É o uso do MPF para estabelecer Sodoma e Gomorra.

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segunda-feira, 22 de julho de 2013

PIRIGUETES GOSPEL ESTÃO ENCHENDO AS IGREJAS

PIRIGUETES GOSPEL ESTÃO ENCHENDO AS IGREJAS

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Calvinismo Hoje: Uma Análise SWOT

Calvinismo Hoje: Uma Análise SWOT

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JOÃO ALEXANDRE ROMPE COM O MERCADO DE MAMON GOSPEL

JOÃO ALEXANDRE ROMPE COM O MERCADO DE MAMON GOSPEL

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Construído pelo Ministério da Cultura (Marta Suplicy e PT), “memorial do funk” custa 4 milhões e causa polêmica

Construído pelo Ministério da Cultura (Marta Suplicy e PT), “memorial do funk” custa 4 milhões e causa polêmica

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Solano Portela: "A Igreja perdeu a visão teológica da educação integral das pessoas"




A pouco mais de 200 dias da abertura da 16ª Consciência Cristã, a equipe da VINACC já está no aquecimento para a realização do evento. Por isso, realizamos uma série de entrevistas exclusivas com alguns dos preletores já confirmados no evento. Além de Paul Washer, outro entrevistado foi o presbítero e professor Solano Portela, que participará da Consciência Cristã pela primeira vez. Solano é Mestre em Teologia pelo Biblical Theological Seminary em Hatfield (EUA), e faz parte do conselho editorial da Editora Cultura Cristã, além de ministrar módulos, como professor convidado, na Universidade Presbiteriana Mackenzie e no Instituto Andrew Jumper. Em sua entrevista, Solano falou sobre o Brasil e sobre a Igreja Brasileira, abordando temas como educação, família, moral e ética cristãs.

Confira agora a primeira parte da entrevista exclusiva com Solano Portela!

1- Sabemos que o Brasil passa por uma crise na educação, que, na verdade, se arrasta há vários anos, desde muito antes da própria regulamentação do ensino, na década de 60. A tentativa para "solucionar" o problema tem sido, cada vez mais, a centralização da educação nas mãos do Estado, relegando à família e à instituições (como a Igreja) papel secundário e de pouca relevância. Enquanto educador e cristão, o senhor acha que a participação da família e da Igreja (em nosso caso, a evangélica) na educação de nossos jovens e crianças pode contribuir para a solução dessa crise?

SP: Em minha concepção, a igreja perdeu um pouco a visão teológica da educação integral das pessoas. Foi em ambiente eclesiástico que floresceram as primeiras Universidades. A educação rabínica envolvia não somente a educação religiosa, mas a educação nas letras, matemática, e outras habilidades. Biblicamente falando, a responsabilidade de educar pertence aos pais (Dt. 6), que deveriam instruir as crianças sobre os feitos e atos de Deus, na Criação, mas também sobre a própria criação e, em uma sociedade agrícola, nas tarefas realizadas pelo pai e demais membros da família. A orientação de Lutero (1483-1546) foi seguida nas igrejas Luteranas, que se caracterizaram pelo incentivo à existência de escolas paroquiais ao lado de cada uma. Calvino (1509-1564) fundou a academia de Genebra, para instrução nas letras, ciências, artes. Comênio (1592-1670) escreveu sobre a educação escolar, firmada em princípios didáticos encontrados na Palavra de Deus. A escola moderna é apenas uma extensão dessa delegação recebida dos pais, na tarefa do “bem educar”, mas o ensino se secularizou e tanto as famílias como as escolas se contentaram em receber e apresentar uma versão horizontalizada da educação, na qual o Criador está conspicuamente ausente. Cabe à Educação Escolar Cristã, resgatar esse território cedido ao inimigo. Longe de querer adentrar a esfera da igreja, que complementa a educação religiosa, que deveria ter o seu gênese e eixo no seio do lar, a escola verdadeiramente cristã verá a sua missão em sua própria esfera, como uma delegação recebida dos pais. Essa delegação se traduz no ministrar todas as áreas de conhecimento – com excelência e competência – no contexto de que Deus existe; é a fonte de todo o conhecimento; dá sentido à compreensão de nós mesmos, dos nossos semelhantes e do universo; e se comunica conosco na pessoa do seu Filho Jesus – Deus conosco, pela ação do Espírito Santo que chama através dos séculos às pessoas ao arrependimento e a uma vida responsável e cidadã. No momento em que as escolas cristãs entenderem e praticarem a sua missão, farão grande diferença à nossa sociedade e levarão muitos a exclamar: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt 4.6).


terça-feira, 16 de julho de 2013

Mas, e Mateus 18? Postado por Augustus Nicodemus Lopes

Posted: 10 Jul 2013 07:03 PM PDT
Já presenciei diversas situações em que tentativas de exercer a disciplina em pastores e líderes que cometeram faltas em público, abertamente, do conhecimento de todos, foram engavetadas sob a alegação de que os denunciantes ou queixosos não cumpriram antes o que Jesus preceitua em Mateus 18:15, "Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão."

Todavia, esses passos iniciais que Jesus estabeleceu em Mateus 18 têm a ver com irmãos faltosos que pecaram "contra nós" (Mat 18:15-17). Em vários manuscritos gregos antigos a expressão “contra ti” não aparece, o que tem levado estudiosos a concluir que se trata de uma inserção posterior de um escriba. Todavia, existem vários argumentos em favor da sua autenticidade. Primeiro, mais adiante no texto, tratando ainda do mesmo assunto, Pedro pergunta a Jesus: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?” (Mat 18:21). A pergunta de Pedro reflete o entendimento que ele teve das instruções de Jesus quanto ao pecado de um irmão contra ele. Segundo, a expressão “contra ti” aparece na maioria dos manuscritos, ainda que mais recentes. Terceiro, a omissão da expressão nos manuscritos mais antigos pode se explicar pela ação deliberada de um escriba que quis generalizar o alcance das instruções. Por esses motivos, consideramos a expressão como tendo sido originalmente pronunciada por Jesus.

Notemos, portanto, que em Mateus 18 o Senhor não tem em mente os pecados públicos cometidos contra a Igreja de Cristo. O Senhor está tratando do caso em que um irmão pecar "contra mim". Num certo sentido, todos os pecados que um irmão comete acabam sendo contra mim, pois sou membro da Igreja que ele ofendeu. Mas, existem ofensas e faltas que me atingem de forma direta, como indivíduo. É disso que Mateus 18 trata.

Portanto, há que se distinguir duas situações gerais que precisam ser tratadas de forma diferente: aqueles pecados que foram cometidos abertamente e que são do conhecimento público, e aqueles outros que foram cometidos diretamente contra uma pessoa, e que ainda não são do conhecimento público. Os primeiros, os tais pecados abertos e públicos, devem ser tratados imediatamente pela Igreja, e não por indivíduos em conversas privadas. Os segundo, estes sim, exigem o tratamento que Jesus ensina em Mateus 18. Evidentemente, há pecados que se encaixam nas duas categorias e nem sempre é possível distinguir com facilidade o caminho a seguir.

De acordo com Calvino, os pecados abertos e públicos devem ser tratados sem demora pelos conselhos das igrejas, para que os bons membros não sofram uma tentação a mais ao pecado ocasionada pela demora. Calvino apela como prova para a repreensão pública imediata que Paulo fez a Pedro, conforme Gálatas 2:11,14. Paulo não esperou para falar em particular a Pedro. Como o pecado de Pedro, que era a hipocrisia, foi cometido abertamente, Paulo passa a repreendê-lo abertamente, sem demora.

Paulo também orienta Timóteo a disciplinar publicamente aqueles que vivem no pecado: “Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam” (1Tim 5:20). Não há aqui nenhuma menção da necessidade de procurar esses faltosos em particular uma ou duas vezes, mas apenas a necessidade de se estabelecer o fato pelo depoimento de testemunhas.

Quando Paulo tratou do caso do imoral de Corinto, um caso que era público, notório e do conhecimento de todos (cf. 1Cor 5:1), pediu a imediata exclusão do malfeitor (1Cor 5:13), lamentando que isso ainda não tivesse acontecido. Quando Ananias e Safira pecaram, mentindo abertamente sobre o valor das propriedades vendidas, ao trazerem diante dos apóstolos a sua oferta, foram disciplinados imediatamente por Pedro, sem que houvesse quaisquer encontros particulares anteriores com eles (At 5:1-11).

As exortações de Paulo para que nos afastemos dos que ensinam falsas doutrinas (Rom 16:17), para que se admoestem os insubmissos (1Tes 5:14), para que nos apartemos dos desordeiros (2Tes 3:6), para que fujamos e nos separemos dos falsos mestres (2Cor 6:17; 2Tim 3:5) sugerem ação disciplinar exercida pela Igreja sobre membros da comunidades que notoriamente são insubmissos, desordeiros, divisivos, falsos doutrinadores. O apóstolo traz uma lista complementar em 1Coríntios: "Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais" (1Cor 5:11). No caso de Himeneu e Alexandre, dois notórios blasfemadores e divulgadores de falsas doutrinas, Paulo os entrega diretamente a Satanás (1Tim 1:20).

Essas evidências levam à conclusão de que, no caso de irmãos que vivem notoriamente em pecado e que cometeram esses pecados abertamente, publicamente, não existe a necessidade de exortação particular e individual antes de se iniciar o processo disciplinar pela Igreja.

Aqui cabe mais uma vez citar o pensamento de Calvino, ao comentar Mateus 18:15. O Reformador mais uma vez distingue entre pecados abertos e secretos e exclama: "Certamente seria um absurdo se aquele que cometeu uma ofensa pública, cuja desgraça é conhecida de todos, seja admoestado por indivíduos; pois se mil pessoas tiverem conhecimento dela, ele deveria receber mil admoestações".

Isso não significa negar aos faltosos o direito de se defender e de se explicar. O pleno direito de defesa sempre deve ser garantido a todos. Todavia, eles exercerão esse direito já diante da Igreja, e não diante de um irmão em particular, de maneira informal.

A determinação de Paulo a Tito, para que ele se afaste do homem faccioso após adverti-lo duas vezes (Tit 3:10-11), pode parecer militar contra o que estamos dizendo acerca do tratamento de pecados públicos. Todavia, é provável que as duas advertências que Paulo menciona já sejam públicas e abertas, pois se trata de homem faccioso, isso é, que promove divisões na igreja pelo ensino de falsas doutrinas. Se as mesmas não surtem efeito, como disciplina preliminar, a exclusão (implícita no mandamento para separar-se) é o passo definitivo e final.

Infelizmente, pela falta de distinção entre pecados públicos e pessoais, concílios e igrejas apelam para o não cumprimento de Mateus 18 em casos de denúncias feitas contra seus pastores, para travar administrativamente processos disciplinares contra os mesmos. Presenciei diversos casos de denúncias feitas contra pastores que haviam cometido faltas notórias e que foram arquivadas por seus concílios sob a alegação de que os passos de Mateus 18 não haviam sido cumpridos. Todavia, não se tratavam de faltas cometidas contra irmãos específicos, mas de erros públicos, notórios, que afetavam a Igreja de Cristo como um todo.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

JOHN PIPER CRÊ NOS DONS ESPIRITUAIS...

 JOHN PIPER CRÊ NOS DONS ESPIRITUAIS...

Clique no link abaixo para acessar a matéria:
http://jornalsaopaulopresbiteriano.blogspot.com.br/2013/07/john-piper-cre-nos-dons-espirituais.html  

(VÍDEO) Dr. Zenóbio Fonseca sempre excelente na Defesa da Vida - Estatuto do Nascituro - Cabeça pra Cima

(VÍDEO) Dr. Zenóbio Fonseca sempre excelente na Defesa da Vida - Estatuto do Nascituro - Cabeça pra Cima

Clique no link abaixo para acessar este excelente vídeo:
http://academiaemdebate.blogspot.com.br/2013/07/video-dr-zenobio-fonseca-sempre.html

SOU REFORMADO, CALVINISTA, PURITANO, CONSERVADOR-ORTODOXO, REFORMACIONAL-TEONÔMICO E CREIO NA CONTEMPORANEIDADE DOS DONS DO ESPÍRITO SANTO!

Pastor, por favor me esclareça uma coisa: O senhor acredita na contemporaneidade dos dons do Espírito Santo? 

Pois é, volta e meia alguém me pergunta  se eu creio na contemporaneidade dos dons, a essas pessoas eu tenho  respondido que sim, entretanto, não são poucos aqueles que dizem: Ué? É possível  ser calvinista e crer nos dons espirituais? A estes eu também respondo: Claro que sim, por ser calvinista eu faço da Bíblia a minha única e exclusiva regra de fé, e devido a isso, sou levado a crer que os dons espirituais existem e são para os nossos dias e que são outorgados mediante o Espírito Santo aos  crentes em Jesus.

Veja por exemplo o que Paulo diz a respeito dos dons espirituais:  "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes" (I Co 12.1). – Os termos que a Bíblia emprega para os dons espirituais descrevem a sua natureza. "Dons espirituais", (gr. pneumatika, derivado de pneuma, "espírito"). A expressão refere-se às manifestações sobrenaturais concedidas como dons da parte do Espírito Santo, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum. Paulo assevera que esses dons fortalecem espiritualmente o corpo de Cristo e aqueles que necessitam de ajuda espiritual (Rm 12.6; Ef 4.11; 1 Pd 4.10).

Prezado leitor, creio nas Escrituras como a infalível palavra de Deus e em virtude disso sou tomado pela convicção que os dons não cessaram. Além disso,  afirmo sem titubeios que Deus é infinitamente poderoso para ainda hoje derramar sobre nós o seu Espírito  e conceder dons espirituais aos santos da mesma maneira como fez no passado.

Em Cristo,
Renato Vargens



Por Renato Vargens

Outro dia eu afirmei que acredito na contemporaneidade dos dons espirituais. (leia aqui)

Pois é, hoje eu gostaria de falar sobre a  importância dos dons para a igreja.

Acredito que a igreja de Cristo poderá   deixa de alcançar a sua verdadeira estatura na realização dos propósitos de Deus enquanto os seus membros negligenciarem o significado e a importância dos dons do Espírito na vida  da comunidade da fé. Ora, bem sei que quem trabalha e edifica a igreja é o Senhor, no entanto, entendo também que coube ao Eterno decidir que os dons do Espirito Santo deveriam servir como instrumentos de edificação da igreja.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos há alguns anos entre 1200 cristãos ativos revelou-nos uma conclusão assustadora: 80% dos entrevistados não conheciam os seus dons espirituais. Só 20% afirmaram que conheciam e estavam usando os seus dons. Apesar desta pesquisa ter sido feita em um país tão diferente do nosso, acredito que a realidade brasileira não seja tão diferente.

O que é dom Espiritual?

 "Um Dom Espiritual é uma habilidade especial que o Espírito Santo dá a cada membro do Corpo de Cristo de acordo com a graça de Deus para ser usada na edificação da igreja."

Pontos importantes a serem observados sobre os dons espirituais:

1º Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito Santo de Deus. Ora, em outras palavras, isto significa dizer que o Espírito é o agente responsável por conceder dons espirituais a igreja. (I Co 12:1-11.)

2º Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito aos membros do Corpo de Cristo. O Novo testamento nos ensina que cada membro do Corpo de Cristo tem pelo menos um Dom. (I Co 12:12-31). Isto posto, afirmo que aquele que não conhece os seus dons, não é porque Deus não lhe deu dons; é simplesmente porque ainda não os descobriu.

3º Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito gratuitamente a todo membro do corpo de Cristo.(I Co 12:07; Ef 4:07-12; I Pd 4:10). 

Isto significa que:

a) Deus não nos dá dons como recompensa pela firmeza de caráter ou maturidade espiritual. Ele nos dá dons somente em virtude da sua graça (Rm 12:06).

b) Dons espirituais não são recompensa por nossa fidelidade especial na caminhada da fé. Dons espirituais são distribuídos por Deus de acordo com a sua vontade soberana.

 4º Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito com vistas a edificação da igreja. 

Todas as afirmações significativas que o Novo Testamento faz sobre os dons (Rm 12; Ico 12; Ef 4), estão relacionadas ao Corpo de Cristo e à sua edificação. Os dons espirituais não são dados apenas para a edificação de cada membro individualmente, mais para o bem de todos (I Co 14:2-5,26; Ef 4:12).

Pense nisso!

Renato Vargens