quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Declaração de Cambridge

As igrejas evangélicas de hoje estão cada vez mais dominadas pelo espírito deste século em vez de pelo Espírito de Cristo. Como evangélicos, nós nos convocamos a nos arrepender desse pecado e a recuperar a fé cristã histórica.

No decurso da História, as palavras mudam. Na época atual isso aconteceu com a palavra evangélico. No passado, ela serviu como elo de união entre cristãos de uma diversidade ampla de tradições eclesiásticas. O evangelicalismo histórico era confessional. Acolhia as verdades essenciais do Cristianismo conforme definidas pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja. Além disso, os evangélicos também compartilhavam uma herança comum nos "solas" da Reforma Protestante do século 16.

Hoje, a luz da Reforma já foi sensivelmente obscurecida. A conseqüência foi a palavra evangélico se tornar tão abrangente a ponto de perder o sentido. Enfrentamos o perigo de perder a unidade que levou séculos para ser alcançada. Por causa dessa crise e por causa do nosso amor a Cristo, seu evangelho e sua igreja, nós procuramos afirmar novamente nosso compromisso com as verdades centrais da reforma e do evangelicalismo histórico. Nós afirmamos essas verdades e não pelo seu papel em nossas tradições, mas porque cremos que são centrais para a Bíblia.

SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.

A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.

A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.

Tese 1: Sola Scriptura

Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

Tese 2: Solo Christus

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.

SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.

A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

Tese 3: Sola Gratia

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.

Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.

Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.

Tese 4: Sola Fide

Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, o­nde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.

Tese 5: Soli Deo Gloria

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Um Chamado ao Arrependimento e à Reforma

A fidelidade da igreja evangélica no passado contrasta fortemente com sua infidelidade no presente. No princípio deste mesmo século, as igrejas evangélicas sustentavam um empreendimento missionário admirável e edificaram muitas instituições religiosas para servir a causa da verdade bíblica e do reino de Cristo. Foi uma época em que o comportamento e as expectativas cristãs diferiam sensivelmente daquelas encontradas na cultura. Hoje raramente diferem. O mundo evangélico de hoje está perdendo sua fidelidade bíblica, sua bússola moral e seu zelo missionário.

Arrependamo-nos de nosso mundanismo. Fomos influenciados pelos "evangelhos" de nossa cultura secular, que não são evangelhos. Enfraquecemos a igreja pela nossa própria falta de arrependimento sério, tornamo-nos cegos aos pecados em nós mesmo que vemos tão claramente em outras pessoas, e é indesculpável nosso erro de não falar às pessoas adequadamente sobre a obra salvadora de Deus em Jesus Cristo.

Também apelamos sinceramente a outros evangélicos professos que se tenham desviado da Palavra de Deus nos assuntos discutidos nesta declaração. Incluímos aqueles que declaram haver esperança de vida eterna sem fé explícita em Jesus Cristo, os que asseveram que quem rejeita a Cristo nesta vida será aniquilado em lugar de suportar o juízo justo de Deus pelo sofrimento eterno e os que dizem que os evangélicos e os católicos romanos são um em Jesus Cristo, mesmo quando a doutrina bíblica da justificação não é crida.

A Aliança de Evangélicos Confessionais pede que todos os crentes dêem consideração à implementação desta declaração no culto, ministério, política, vida e evangelismo da igreja.

Em nome de Cristo. Amém.

Aliança de Evangélicos Confessionais.
Cambridge, Massachusetts
20 de abril de 1996

terça-feira, 10 de setembro de 2013

OPORTUNIDADE DE TRABALHO - ÁREA COMERCIAL/VENDAS

OPORTUNIDADE DE TRABALHO  - ÁREA COMERCIAL/VENDAS

Uma das maiores empresas de consórcio do Brasil está contratando com experiência ou sem experiência para trabalhar com vendas de consórcios. 

Possibilidade de ganhos de R$ 10.000,00 mensais.

O profissional pode optar pelas opções: CLT (Salário Mínimo Garantido, mais benefícios e Comissões de até 1,5%), Autônomo (comissões até 2,5%) ou PJ (Comissões até 5% - vagas disponíveis para todo o Brasil). Cartas de Créditos de R$ 5.000,00 até R$ 10 milhões de reais (motos, serviços, veículos, caminhões, imóveis, embarcações, aeronaves, equipamentos e máquinas)

Enviar CV para o e-mail: bancodetalentos@bol.com.br   
http://vagasparavendedoresdeconsorcio.blogspot.com 

Presbítero é eleito membro da Academia Nacional de Engenharia

Presbítero é eleito membro da Academia Nacional de Engenharia

Presbítero Valder Steffen da Igreja Presbiteriana Central de Uberlandia, filho o saudoso Rev. Walder Steffen, é eleito como membro da Academia Nacional de Engenharia.

O professor da Faculdade de Engenharia Mecânica, Valder Steffen Júnior, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) irá compor o quadro de membros titulares da Academia Nacional de Engenharia (ANE). A eleição foi realizada pela Comissão de Seleção da ANE e a solenidade de posse será no dia 31 de outubro de 2013, às 19h30, no Auditório de Arsenal de Marinha, no Rio de Janeiro.
Valder Steffen Júnior está na UFU desde 1976. “Acredito que a nomeação de um professor da UFU mostra que a Academia está olhando para outras instituições. Isso é um reconhecimento para a UFU, um reconhecimento do trabalho”, explica o professor.
Academia Nacional de Engenharia
Fundada em 3 de maio de 1916, com o nome de Sociedade Brasileira de Ciência, por professores da Escola Politécnica, em 16 de dezembro de 1921 passou a chamar-se Academia Brasileira de Ciências. Os objetivos da Associação consistem em estimular a continuidade do trabalho científico dos membros e difundir o conceito de ciência, como fator fundamental do desenvolvimento tecnológico do país.
Valder Steffen Júnior
Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (1976), mestrado (1977) e doutorado (1979) pela Université de Franche Comté, na França. Defendeu a tese de Habilitation (H.D.R.) nesta mesma universidade, em 1991. Realizou dois estágios em nível de pós-doutoramento, no INSA de Lyon (1986-87) e na Virginia Tech – USA (1999-2000). Valter faz parte do corpo docente da Faculdade de Engenharia Mecânica da UFU, desde 1976 e ocupou diversos cargos administrativos na instituição, tais como: Chefe de Departamento, Coordenador de Programa de Pós-Graduação, Diretor de Centro, Diretor da Faculdade de Engenharia Mecânica e Pró-Reitor de Planejamento e Administração. O professor serviu também ao sistema brasileiro de pesquisa e pós-graduação.
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Fonte: http://ipb.org.br/application/index/articleReader/119159


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

(VÍDEO) - Como você Representa Cristo no Facebook? - Tim Conway. São 6:42 que podem mudar a sua vida.

(VÍDEO) - Como você Representa Cristo no Facebook? - Tim Conway. São 6:42 que podem mudar a sua vida.

Clique no link abaixo para ver o vídeo:
http://tecnologiareformacional.blogspot.com.br/2013/09/video-como-voce-representa-cristo-no.html

Pondo em Ordem o Rol (Matt Schmucker) - Por Que as Igrejas Deveriam Pôr em Ordem Seu Rol de Membros? Como as Igrejas Deveriam Pôr em Ordem Seu Rol de Membros?


Pondo em Ordem o Rol (Matt Schmucker)

9mk-membresia
Embora eu ouça histórias de líderes de igreja ao redor do país quase todo dia, ainda assim fiquei atordoado com o seguinte e-mail de um diácono fiel de uma igreja batista:
“Eu gostaria de ter a oportunidade de conversar com você sobre como pôr em ordem o rol da igreja. Eu comecei a compilar a lista de viúvas do nosso banco de dados de membresia ontem e descobri que, do total de 141 viúvas do nosso banco de dados, 38 faleceram e 4 transferiram sua membresia para outras igrejas (sem contar aquelas que estão classificadas como “Inativas” ou “Membros não-residentes).”
Você pode imaginar como os apresentadores de programas de auditório da madrugada fariam piada disso: “Vocês ouviram falar dos 38 membros mortos da Igreja Batista da Fé Viva? É hora de conversar sobre a necessidade de mudar o nome da igreja!” Isso seria engraçado, se não caracterizasse as igrejas ao redor da nossa nação e de outras.
Maus registros e róis desatualizados complicam a existência de qualquer pastor fiel. Contudo, antes de passar as coisas a limpo, considere tanto por que e como isso deve ser feito.

Por Que as Igrejas Deveriam Pôr em Ordem Seu Rol de Membros?

1)      O nome e a honra de Cristo estão em jogo aos olhos do mundo. Pense sobre a preocupação veemente do apóstolo Paulo por aqueles que estavam associados com a igreja de Corinto (1Co 5).
2)      A membresia de uma igreja deveria refletir, tanto quanto possível, a membresia no Reino de Cristo. Nós não deveríamos receber nem expulsar membros levianamente. “Remover alguém do rol” deveria ser tratado com o maior cuidado, mesmo quando o próprio membro age descuidadamente.
3)      Pastores, presbíteros e líderes haverão de “prestar contas” a Deus pelo seu rebanho um dia (Hb 13.17). Deus censurou os pastores de Israel por sua repetida infidelidade (p. ex. Ez 34).
4)      As congregações também prestarão contas a Deus pelo modo como recebem membros. Considere como Paulo lida com a questão em 1Coríntios 5!
5)      Cristãos menos maduros estão em risco de ficarem confusos a respeito da importância da igreja no crescimento da vida cristã e podem ser conduzidos, eles mesmos, à complacência.
6)      O membro que se mudou para outro lugar deveria ser encorajado a se unir a uma igreja na cidade do seu novo lar e a se fazer conhecido aos crentes de lá. Se ele não o faz, sua antiga igreja deveria encorajá-lo a isso por carta ou telefone. Se ele permanece inerte, a igreja deveria informá-lo de que irá remover seu nome na próxima reunião de membros, assim enviando a mensagem de que ela não pode mais prestar contas pela vida dele.

Como as Igrejas Deveriam Pôr em Ordem Seu Rol de Membros?

Se tentar resolver todos os casos problemáticos de membresia de uma vez, você acabará se queimando. Mas é difícil prever quando. Seus membros ficarão felizes em remover aqueles que não frequentam a congregação? Membros que se mudaram? Mortos? Pastor, seja sábio e apenas faça o que o seu povo pode tolerar. Seja paciente e ensine até que eles estejam prontos a agirem.
Então por onde você começa? Imagine vários círculos concêntricos (como um alvo de jogo de dardos) onde o centro (a “mosca”) representa a membresia significativa. Os anéis exteriores representam a membresia inexpressiva e, esperançosamente, eles são mais fáceis de pôr em ordem. À medida que você move dos anéis exteriores em direção à mosca, o seu rol de membros deveria consistir cada vez mais de crentes professos que estão ativamente envolvidos em sua igreja. Vamos começar do círculo de fora e mover para o centro:
1)      Membros que estão mortos. (Na minha igreja nós encontramos 10!) Este é o anel mais exterior e deveria ser o mais fácil de pôr em ordem. Na próxima reunião administrativa da igreja, apresente esses nomes à congregação com uma proposta para removê-los da membresia na próxima reunião. Não peça à congregação para removê-los imediatamente, mas dê-lhe tempo para pensar acerca da proposta.
2)      Membros que você não consegue encontrar. Provavelmente este é o segundo grupo mais fácil de remover. Duas mulheres em nossa igreja caçaram setenta membros, por seis meses, em vão! Esses nomes foram apresentados à congregação, para que as auxiliasse. Quando todos os esforços se esgotaram, uma proposta foi apresentada à congregação para removê-los.
3)      Membros ausentes e desinteressados. Nossa igreja tinha dúzias de membros que foram encontrados, mas que não queriam nada conosco. Nós encontramos uma mulher na Alemanha que havia se tornado uma unitária e ficou chateada por a havermos contatado.
4)      Membros fora da localidade. Estas são pessoas que não podem frequentar a igreja regularmente devido à distância, e qualquer acompanhamento significativo é praticamente impossível. Sem dúvidas, você encontrará pessoas que possuem um entendimento errado da membresia neste grupo: “Eu sou membro dessa igreja desde que cantava no Coral Infantil, em 1959″ ou “Eu tomei a decisão naquela igreja em 1970 e prometi à minha mãe que permaneceria um membro fiel”. A despeito do apego emocional à sua igreja, é preciso ensinar a esse grupo um entendimento correto da membresia da igreja. Lembre-se, pastor, de que você prestará contas desses indivíduos. Não seja pego com nomes em seu rol de pessoas com quem você jamais se encontrou. Faça uma proposta para remover esses indivíduos “por falta de frequência” na próxima reunião administrativa.
5)      Membros da localidade, mas que não frequentam. Certamente, nós chegamos a um dos círculos mais árduos. Essas pessoas desejam permanecer na membresia e podem frequentar; mas elas querem pouco compromisso com a igreja. Este círculo é frequentemente difícil por causa dos relacionamentos que esses indivíduos mantêm com membros frequentes. Talvez seja um filho crescido ou um antigo amigo do coral. Novamente, é preciso ensinar, e a movimentação deve ser lenta.
Essas primeiras cinco categorias são os alvos maiores e mais óbvios. Há outras categorias tais como “frequentam, mas não querem assinar a declaração de fé” ou “na localidade, mas não podem frequentar”. A idade avançada ou uma enfermidade pode impedir um membro de frequentar; ele não deve ser excluído, ao contrário, é preciso cuidar especialmente dele! Do mesmo modo, nós encorajamos especial tolerância para com membros de idade avançada que se mudaram da localidade para casas de repouso. Por quê? Eles muitas vezes cresceram com um entendimento diferente acerca da membresia da igreja e é improvável que mudem. Por causa do amor, considere permitir que eles sejam mantidos no rol.
Novamente, por causa do amor ao seu povo, não ponha em ordem o rol com mais ligeireza do que sua congregação pode suportar. Para alguns, pode levar anos para passar de um anel para o outro. Igrejas, com muita frequência, são divididas por causa de atitudes pastorais descuidadas, quando a meta deveria ser a unidade. Lembre-se: cada ficha no seu rol é mais do que um nome; é uma alma.

Extraído do site www.9marks.org. Copyright © 2013 9Marks. Usado com Permissão. Original: Cleaning Up the Rolls
Tradução: Vinícius Silva Pimentel – Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Website:www.MinisterioFiel.com.br / www.VoltemosAoEvangelho.com. Original:  Pondo em Ordem o Rol (Matt Schmucker)
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/09/pondo-em-ordem-o-rol-matt-schmucker/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+voltemosaoevangelho+%28Voltemos+ao+Evangelho%29